"Sant’Anna: 'Duchamp pratica o paradoxo do mentiroso'
por: Juliana Krapp
Eis a íntegra da entrevista publicada no Idéias deste sábado(12.12.08) com o
poeta Affonso Romano de Sant’Anna, autor de O enigma vazio (Rocco), livro de
ensaios que faz uma severa crítica à arte conceitual e a Marcel Duchamp.
De que maneira a crítica de arte pode ser aliada da arte?
Guimarães Rosa dizia que o melhor critico é aquele que ajuda o autor a ler
sua obra. É um tipo de parceria. Por outro lado lado, como diz Salomão, “o
que ama repreende”. Mário de Andrade fazia isto magistralmente. Dizia as
maiores verdades na cara dos artistas amigos e estes ainda lhe ficavam
agradecidos. Encontrei-me com Octavio Paz várias vezes no Brasil e no
exterior, ele até publicou ensaio meu em sua revista, mas isto não significa
que tenha de concordar com tudo o que diz. O mesmo com Roland Barthes, que
admiro, mas que nos ensaios sobre Cy Twombly viajou legal. Foucault e
Derrida foram leituras importantes nos anos 60 e 70, mas não dá para aceitar
certas coisas que dizem.
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